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AMOR TOTAL

   Meu único momento    é quando vou partir,    e deixo o tormento,    para quem criou, criar e se redimir.     Olhar nos olhos da cria   E ver que o alimento era podre   Desfalecer na face fria   A frivolidade de um natimorto     Copulação violenta   De medo e vontade   Que de forma lenta   Criaram perversidade     E no estanque silêncio,   Buscou-se esquecer    Mas a criança dança   E um grito rompe   Violência  em busca de prazer     E eu olho na rua, o horizonte   Num salto ao nada, buscando tudo   Que eu não pude encontrar   Sob a égide familiar        

Não viver a vida em vão

  Na torre,    Sombras e murmúrios   Resquícios,    De um eu não vivido    Borboletas,     Que engoli sob ordem   Do meu eterno carrasco:    O medo.   Enquanto o tempo se serve em um cálice frio,    Bebo a morte em companhia da presente solidão.     Ação?     ?   Tic , tac ...   †  k  A ampulheta silencia.