AMOR TOTAL
Meu único momento é quando vou partir, e deixo o tormento, para quem criou, criar e se redimir. Olhar nos olhos da cria E ver que o alimento era podre Desfalecer na face fria A frivolidade de um natimorto Copulação violenta De medo e vontade Que de forma lenta Criaram perversidade E no estanque silêncio, Buscou-se esquecer Mas a criança dança E um grito rompe Violência em busca de prazer E eu olho na rua, o horizonte Num salto ao nada, buscando tudo Que eu não pude encontrar Sob a égide familiar